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16ª Edição
HISTOGRAMA - 15/09/08 |
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É certo que uma das mais importantes características dos fotógrafos é a boa medição de luz, conhecida por fotometria. Através da fotometria medimos a luz existente na cena, de tal forma que possamos representá-la da maneira ideal. No mundo digital os fotógrafos ganharam um aliado nesse difícil trabalho, o histograma.
Uma das grandes vantagens da fotografia digital em relação ao filme é a resposta imediata ao clique. É comum o iniciante na fotografia digital conferir a quantidade de luz captada em sua fotografia através do painel LCD da câmera, o que pode ocasionar uma surpresa desagradável na hora da impressão, já que podemos alterar o brilho desse painel. O fotógrafo deve realizar uma exposição correta e confirmar o resultado não só através da imagem representada no painel LCD, mas “ler” o que o histograma nos diz. Este se apresenta através de um gráfico contido na câmera e funciona como um auxiliar do fotômetro. Através dele podemos entender a variação tonal da imagem e conferir seu nível de contraste.
O histograma possui uma barra horizontal, que representa a distribuição dos pixels nas regiões da imagem, indicando a intensidade do brilho e quantidade de informação dos pixels, sendo que estes variam de 0 a 255. Para cada imagem diferente teremos um histograma diferente. Assim podemos compreender que não existe um histograma correto, e sim, a correta leitura pelo fotógrafo de cada histograma.
Como já vimos anteriormente todas as imagens digitais necessitam de tratamento posterior ao clique, pois as câmeras não têm condições de gerar um arquivo pronto para a impressão. Um dos problemas apresentados é a falta de contraste que podemos resolver de diferentes formas nos softwares de tratamento de imagem. O software mais utilizado sem dúvida alguma é o Adobe Photoshop, atualmente em sua versão CS3.
Uma das formas de melhorarmos o contraste de nossas imagens é pelo comando – níveis - em que observamos o histograma da imagem a ser tratada. Logo abaixo do gráfico podemos notar uma barra horizontal contendo três setas, uma preta, uma branca e uma cinza. Esta barra representa as regiões da imagem e o gráfico através das linhas verticais nos mostra qual a intensidade de luz contida no pixel daquela região da imagem. Deslocando essas setas para os lados podemos atenuar ou acentuar os tons da imagem adquirindo um maior ou menor contraste.
Análise de caso
1. Imagem escura: como a maior parte de imagem é formada por pixels escuros, o histograma se posiciona mais à esquerda

2. Imagem clara: nesta imagem a maior área é formada por pixels claros, o que faz o histograma se apresentar à direita

Desta forma, conclui-se que o histograma pode se colocar de diferentes formas, dependendo de conhecimento, prática e experiência do fotógrafo para tê-lo como auxiliar no momento da exposição do sensor digital à luz.
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Fullframe Escola de Fotografia A escola exibirá nesta coluna, análises de imagens do ponto de vista técnico, usando a experiência dos professores da Fullframe para atender as mais variadas dúvidas dos internautas. Mande suas perguntas para fstech@fotosite.com.br e também acesse www.fullframe.com.br |
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