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14a Edição
A LUZ E O FOTÓGRAFO - 10/04/08 |
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Para que o fotógrafo desenvolva um trabalho consistente e expressivo, se faz necessário que este conheça seu equipamento e ferramenta de trabalho, a câmera. Esta ainda não é a fase mais importante do processo, tendo em vista que a técnica pode ser atingida através da consulta de livros ou mesmo na participação em cursos de fotografia. A parte mais importante, e primeira, consiste na observação. Antes de fotografar, o bom fotógrafo deve desenvolver um olhar peculiar e entender o que se torna aprazível aos olhos quando fotografado. Um elemento dentro da linguagem fotográfica que pode ser determinante no resultado final da imagem é a matéria-prima do fotógrafo, a luz. A principal diferença entre um fotógrafo amador e um profissional é a boa representação dessa luz e isso demanda experiência e conhecimento. Lembremos que quando estamos falando de fotografia expressiva temos como intenção a comunicação do fotógrafo com o mundo, é a forma de abordagem do fotógrafo em relação ao assunto escolhido pelo mesmo.
São três as características básicas da luz que podem dar diferentes conotações nas imagens. A primeira é a cor da luz. A luz pode se apresentar como natural - a luz do sol - e artificial- aquelas produzidas pelo homem. Na luz natural podemos ter uma variação de cor no decorrer do dia, ou seja, no mesmo dia ensolarado podemos representar essa luz em três cores diferentes e são elas azul, amarelo e branca. Já as luzes artificiais utilizadas pelo fotógrafo amador e profissional e encontradas em situações corriqueiras do dia a dia são as lâmpadas com filamento de tungstênio, as lâmpadas comuns, as lâmpadas florescentes muito utilizadas por se mostrar muito econômica e a lâmpada de flash. Essas lâmpadas geram cores diferentes para o filme ou o sensor da câmera digital.
A segunda característica da luz reside em seu direcionamento. A luz, por ser uma onda que se dissipa em linha reta e todas as direções, tem como conseqüência ou resultado, a projeção de uma sombra. A sombra pode ser utilizada para esconder imperfeições ou realçar características. Durante o dia, na luz natural temos diferentes posicionamentos do sol. Quando utilizando luzes artificiais em estúdio, o fotógrafo tem a liberdade de posicionar os equipamentos de luz da forma que melhor lhe convier. A luz pode ser posicionada de maneira direta, partindo de trás do fotógrafo diretamente para o assunto. O resultado será de ausência de sombra aparente. Uma iluminação lateral projeta uma sombra para o lado oposto, o que resulta em volume na imagem. A luz proveniente de trás do assunto projeta uma sombra no assunto deixando-a em contra-luz. A luz vinda de cima proporcionará sombras embaixo dos olhos e queixo do fotografado.
A terceira característica da luz se refere à qualidade ou dureza da luz. A luz pode chegar nos objetos de forma dura ou suave. As luzes duras são aquelas que projetam sombras muito densas ou escuras. A luz suave pode ser produzida por difusão ou rebatimento. Em ambiente externo, a luz dura pode ser observada num dia ensolarado ao meio-dia. A luz suave é percebida num dia nublado com sombras pouco marcadas ou inexistentes. As nuvens estão fazendo a função de um grande difusor. Em estúdio o fotógrafo pode optar por diferente acessórios para inserir na frente das fontes de luz.
Isto posto, quando o produtor de imagens pretende apresentar fotografias criativas e intrigantes, este deve observar e representar a luz de forma precisa e contundente.

Por Rodrigo Zugaib
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