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10ª Edição
QUAL O MELHOR FORMATO? - 05/10/07 |
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Um arquivo digital é uma codificação, uma forma de armazenamento da informação digital. Os arquivos podem ser de textos, sons ou imagens. Sempre que pensamos nas fotografias digitais devemos compreender que as câmeras digitais geram arquivos digitais, isto é, uma conversão de luz em informação digital representada por números. Toda imagem digital é formada por pixels e para se apresentar depende de um software que o processe. Para que esse software consiga processá-lo ou abri-lo depende da extensão ou do tipo de arquivo. Um documento word quando armazenado ou “salvo”, recebe acrescentado a sua nomenclatura uma extensão .doc. Um arquivo excel é salvo como documento mais a extensão .xls. Um documento powerpoint é salvo em .ppt. As fotografias podem ser representadas sob diversas extensões ou formatos. Os formatos mais utilizados pelos fotógrafos são os arquivos JPEG, TIFF e RAW. As câmeras digitais SLR mais modernas geram, com maior freqüência, apenas dois formatos de arquivo, o JPEG e o RAW. Nesse novo processo de se fotografar que é o digital, é muito importante a correta utilização dos formatos de arquivo para a obtenção dos melhores resultados. Cada formato de arquivo tem sua finalidade especifica.
Os arquivos JPEG, ou “joint photographic experts group”, são arquivos que utilizam uma forma de compactação, para maior armazenamento de imagens e tráfego mais rápido nas informações da câmera para o cartão de memória ou para o hard disk do computador. Essa compactação pode variar dependendo da quantidade de informação nas imagens. Uma imagem monocromática tem menos informação que uma imagem formada por cores. Dessa forma podemos concluir que ao se fotografar em preto e branco, com as câmeras digitais, utiliza-se menos espaço no cartão de memória que ao se fotografar em cores, afinal, as cores são lidas como informação. Outra característica do formato JPEG é sua utilização em qualquer software, independente de plataforma Mac ou Windows. Porém esse arquivo não é o mais apropriado para tratamento, pois cada vez que for aberto por um software de manipulação, sofrer alterações e por fim for salvo, este arquivo compacta parte das informações. Assim se este mesmo arquivo sofrer esse processo por inúmeras vezes a imagem perderá qualidade. São arquivos menos utilizados pelos fotógrafos profissionais, apesar dos mililabs digitais só produzirem cópias a partir deste arquivo.
Os arquivos TIFF, ou “tagged image file format” são arquivos com compactação sem perdas ou muito pequena, ocupando bastante espaço na memória da câmera. Poucas câmeras geram arquivos digitais nesse formato. A extensão .TIFF é muito utilizada pelos profissionais por ser o melhor arquivo para tratamento nos softwares de manipulação de imagem. As gráficas com impressoras off-set também se utilizam do arquivo .TIFF. Não são todos os softwares que conseguem abri-lo.

Os arquivos RAW são ideais para utilização pelos fotógrafos profissionais, pois são arquivos com informações não processadas, o que o caracteriza como arquivo cru. O arquivo RAW só pode ser gerado através da câmera digital e é proprietário. Arquivos gerados por uma câmera Canon não são abertos pelo software das câmeras Nikon. Os arquivos RAW só podem ser visualizados pelo software de seu fabricante. Cada marca possui um tipo de extensão, as câmeras Nikon produzem arquivos com extensão .NEF, já as Canon .CRW. Uma forte característica deste formato é que ele não aceita seleções, ou seja, não é possível uma edição, o que o habilita como o negativo digital. Algumas alterações de ajustes como contraste, saturação, balanço de branco entre outras são possíveis, muito embora não possa ser salvo com a mesma extensão. É necessário que se salvee o arquivo sob nova extensão, TIFF ou JPEG. No software de manipulação de imagens Photoshop Cs2, é possível visualizar as imagens em RAW através de um plug–in chamado Câmera raw.
É muito importante que se coloque um método de trabalho para que as imagens digitais tenham uma boa qualidade. O fotógrafo profissional deve sempre fotografar selecionando na câmera o arquivo RAW, tratá-la na extensão TIFF e salvar uma cópia caso a imagem tenha como destino as gráficas off-set e guardar ainda uma cópia em JPEG para utilização em internet e minilabs digitais. Então devemos ter três cópias da mesma imagem, uma em RAW, uma em TIFF e uma em JPEG. |
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Fullframe Escola de Fotografia A escola exibirá nesta coluna, análises de imagens do ponto de vista técnico, usando a experiência dos professores da Fullframe para atender as mais variadas dúvidas dos internautas. Mande suas perguntas para fstech@fotosite.com.br e também acesse www.fullframe.com.br |
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