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9ª Edição
CROP FACTOR - 27/08/07 |
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Uma questão ainda muito discutida entre amadores, alunos e profissionais da fotografia, e que continua a gerar muitas dúvidas, é em relação ao crop factor que ocorre nas câmeras digitais. Esta é uma característica técnica dos equipamentos digitais de 35 mm, que pode trabalhar a favor ou contra o fotógrafo, dependendo de sua utilização.
As câmeras reflex digitais são projetadas em cima dos corpos das câmeras reflex 35 mm de filme, da mesma forma que suas respectivas objetivas. As objetivas são divididas em grande angular, normal, meia-tele, teleobjetiva entre outras, dependendo do campo de visão ou atuação da objetiva. Uma grande angular de 28mm tem 75 graus de visão, já a normal 50 mm, que mais se parece com a visão do homem, abrange 46 graus, assim como, a teleobjetiva de 200 mm que percebe 12 graus. Todos esses grupos de objetivas foram desenvolvidos para projetar imagens em uma superfície plana de 24 mm x 36 mm, o filme, seja ele negativo ou positivo.
Desta forma, o filme mais popular e utilizado pelos fotógrafos ficou conhecido como o filme de 35 mm. Quando uma objetiva com essas composições passa a projetar imagens numa superfície de dimensões inferiores, ou seja, menor que os 24 mm x 36 mm ocorre um corte na imagem, ou o crop factor. A imagem que será gravada em seu cartão de memória é exatamente a que está destacada no visor pentaprismático, de tal forma, que o corte é feito na objetiva, no ato da captura, aproximando-se de forma significativa do assunto.
Isto ocorre exclusivamente em virtude do tamanho do sensor, variando de fabricante para fabricante. Esse fator está especificado numericamente no manual do proprietário. Algumas câmeras da Nikon possuem fator de corte 1.5, outras da Canon podem ser 1,6 ou 1,3, Olympus e Leica trabalham com fatores de corte na casa do 2.0. Na prática como esse corte pode nos influenciar? O fotógrafo deve multiplicar o valor do fator de corte pela distância focal, ou seja, se o fotógrafo está fotografando com uma Canon, onde o corte é de 1,6, com uma objetiva de cinqüenta milímetros, a objetiva estará enxergando de fato o equivalente a 80mm (50 x 1,6 = 80).

A objetiva continua sendo uma 50 mm, muito embora nessa câmera enxergue como uma 80 mm pelo fato do sensor ser menor que os 24 mm x 36 mm. Essa limitação pode dificultar a vida do fotógrafo que necessite das objetivas grande angulares para registrar arquitetura ou design de interiores, já que suas objetivas de 28 mm visualizam um campo referente às objetivas de 45 mm (1,5 x 28 = 44,8 mm). Enquanto os fotógrafos de esporte que precisam das objetivas com distâncias focais mais longas saem beneficiados, já que quando da utilização de uma objetiva 300 mm este equipamento visualize como uma 480 mm. Eis a explicação para as câmeras digitais adquiridas em conjunto com um kit de objetiva com distâncias focais variáveis entre 18 mm-55 mm, pois estas se equiparam as antigas 28 mm-80 mm.
Existem câmeras com fatores de corte 1.0, ou seja, sem corte, uma vez que qualquer número multiplicado por 1 é igual a ele mesmo. A Canon 5d ou a Canon 1ds Mark II possui esse fator de corte porque seus sensores têm o mesmo tamanho de um negativo, ou seja, 24 mm x 36 mm. Essas câmeras são erroneamente conhecidas como full frame, com tradução literária para quadro cheio. Um bom exemplo é a Olympus E-500 ser full frame apesar de seu sensor ter singelos 18 mm x 13,5 mm. A expressão full frame não tem relação com o tamanho do sensor, e sim com a tecnologia empregada em sua construção. O certo é que esses sensores possuem uma melhor qualidade na captação e representação das imagens digitais.
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